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A COMUNICAÇÃO NO TERCEIRO SETOR

Por José Francisco Queiroz*

De há muito as agências de propaganda, produtoras e prestadores de serviços especializados em comunicação, fazem trabalhos pró-Bono para as Organizações Sociais que fazem um trabalho importante para a população em vulnerabilidade social, ou sem condições mínimas para cuidar da saúde e também de idosos que não vivem com suas famílias.

Por um lado, contribuição importantíssima. Considerando o número elevadíssimo de ONGs no Brasil, parte significativa não tem conhecimento suficiente das formas possíveis de buscar recursos – governamentais, empresariais ou da população – para manterem seus custos. As de grande porte, que mais conhecem e tem estrutura para este fim, tem custos elevadíssimos e as menores, são aquelas que colocam o coração na frente, para depois tentarem resolver suas dificuldades.

Por outro lado, o prestador de serviços de comunicação, além de se sensibilizar pela causa de uma determinada instituição, busca fazer um trabalho em que exercita a criatividade, mas sem ter um conhecimento mais profundo do “cliente”. Afinal, ele, o cliente, não interfere tanto….

Nesses casos, é mais difícil conciliar o talento criativo com o resultado dele. Vender este tipo de produto não é diferente de qualquer outro. Ele precisa estar pronto e atender a expectativa de quem vai consumi-lo, ou melhor, contribuir para sua continuidade.

Temos aprendido muito no IHF, procurando saber, antes da solução da comunicação, questões básicas para que as instituições possam absorver e responder a contribuições: sua organização, sua gestão, sua transparência, sua estrutura. As de menor porte, além de não ter conhecimento, não estão estruturadas para ter funcionários disponíveis e dedicados ao que uma campanha poderá lhes trazer. Algumas entendem que isto é “custo desnecessário”. Custo para pagar captação, custo para ter um mínimo de ações de CRM, custo para ter um telemarketing eficiente, mínimo que seja.

Empresas de comunicação se dispõem a contribuir. Mas é um erro se pensar apenas em uma campanha.

Aprendemos também que, ideias é o que não faltam. Principalmente no caso do IHF, onde estamos cercados de profissionais e empresas que conhecem muito a comunicação. Mas, viabilizar ideias e prever as suas consequências, é se aprofundar no problema, buscando resultados efetivos.

Sejam bem-vindos ao “briefing bem dado” e à resposta ao “Você conhece nossa “empresa”, nosso “produto”, nosso “mercado” e nosso “público-alvo”. Se as respostas forem “sim”, você está em um bom caminho…