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Mídias Sociais: seus consumidores JÁ ESTÃO FALANDO DE VOCÊ. A questão é: você quer conversar?

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*Por Juliana Renner Ely

A maioria das empresas que quer ingressar nas mídias sociais muitas vezes posterga o momento de entrada por medo: “mas, e se falarem mal de mim?”

A verdade é: se sua empresa merece (e, às vezes, mesmo quando não merece), talvez eles já estejam falando.

A conversa sobre produtos e serviços, em mídias sociais, já está acontecendo. A dúvida é se a sua empresa vai estar lá para responder, defender seu ponto de vista e agregar o máximo de consumidores fiéis, que podem vir em sua defesa. Se você lá estivesse também poderia lembrar que saiu um produto novo, que foi lançada uma promoção – enfim – tudo o que você já faz via outros canais de comunicação.

Se é assim, a opção de não ingressar em mídias sociais (no caso de seus consumidores já lá estarem) não existe. A questão deveria ser: como entrar nessas novas plataformas  de forma preparada?

Justamente porque as mídias sociais são uma tendência, as pessoas se esquecem de montar um plano, como fariam para qualquer outro trabalho de comunicação. E aqui reside um outro problema de reputação das mídias sociais: muitos projetos falham um função da falta de um planejamento .

Chovendo no molhado: é preciso saber o objetivo específico e definir métricas de sucesso, e não apenas entrar por entrar ou porque seu concorrente está lá. Uma simplificação de um bom plano de ingresso nas mídias sociais (em especial, no Facebook) deve levar em conta esses passos:

a)    Conheça seu público-alvo – PESQUISA;
b)    Crie conteúdo relevante – adequação ao TARGET;
c)    Monte ações para angariar fãs de forma científica (e, por cientifica eu quero dizer aquilo que todo publicitário odeia: baseada em evidência estatística) – ANÁLISE;
d)    Repitao que deu certo e elimine o que deu errado.

Quando feito de forma correta, uma ação em mídias sociais pode render excelentes frutos. Segundo pesquisa da HitWise Experian, 1 fã no Facebook equivale a 20 visitas/ano em seu site.

Um parênteses: parcialidades à parte, a Hitwise recém lançou uma ferramenta de análise que ajuda a maximizar fãs adquiridos em campanhas do Facebook. A metodologia aplicada, para quem interessar-se em ver os detalhes, não é ruim eo artigo está à disposição no site oficial da empresa.

Nossa grande ressalva é que a pesquisa prova que existe correlação entre “mais visitas no site” e “aumento de fãs na rede social de Mark Zuckerberg”, mas não fica claramente comprovado que um seja a causa do outro.

Mas, voltando à nossa análise, em valores de clique médio do Google (R$1 a R$2), isso significa que, ao longo de 3 anos, pelo menos R$60 por fã. Além disso, se você sabe quantos negócios gera para cada 100 visitantes em seu site (e as empresa deveriam ter pelo menos uma ideia), saberá quantos negócios fechará para cada fã do Facebook.

Uma boa presença no Facebook pode trazer pelo menos 5.000 fãs por mês, a um custo de menos de R$5 por fã, se sua marca/produto for de apelo um pouco mais amplo (b2c e não destinada apenas a um nicho, uma cadeia de restaurantes, por exemplo).

Tudo isso é possível conseguir se for feita a lição de casa: escutar e entender o que seus consumidores querem ver nas mídias sociais, criar conteúdo relevante e analisar o que funciona.

*Juliana Renner Ely é Master in Business Administration in Marketing for Services, pela University of Southern California, Marshall School of Business; sócia-proprietária da NoTopo.com e Diretora de Inovação da APP Brasil (julirenner@appbrasil.org.br).