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O novo profissional de mídia

“O profissional de mídia precisa se tornar cada vez mais hibrido com entendimento sobre disciplinas que, em um primeiro momento, não parecem guardar grande relação com nossa atuação direta”.

Paulo Queiroz

A complexidade que o mercado de comunicação adquiriu nos últimos anos traz, entre tantos desafios, o da formação de profissionais.
Sejam eles os novos talentos que estão começando a carreira ou aqueles que já estão em plena atuação e que precisam se reciclar para acompanhar as transformações em curso.
O desafio vale para os profissionais de todas as áreas de uma agência ou de uma empresa.
Para os profissionais de mídia, entretanto, a tarefa é especialmente árdua e necessária, pois planejar estratégias de mídia e calcular o ROI de maneira eficaz requer ferramentas precisas e conhecimento técnico e gerencial sobre todas as plataformas.
Como se estas demandas já não bastassem, o profissional de mídia precisa se tornar cada vez mais hibrido com entendimento sobre disciplinas que, em um primeiro momento, não parecem guardar grande relação com nossa atuação direta.
Conhecimentos, ainda que não profundos, sobre antropologia, sociologia, comportamento entre outros serão imprescindíveis para que a enorme quantidade de dados gerados no ambiente digital sejam menos tratada como simples estatística e mais como informações sobre os consumidores na construção de estratégias de comunicação para as marcas.
Esta formação mais ampla e holística será essencial para o profissional que quiser se destacar no mercado, conquistar e se manter em posição de liderança. Justamente por isso, algumas empresas estão investindo cada vez mais em educação continuada.
Um exemplo, vem da nossa casa, a DM9. Na agência temos o compromisso em oferecer condições para que nossos talentos desenvolvam um sentimento de dono, compreendendo soluções para os nossos clientes e também para a nossa empresa. Um olhar estratégico, amplo para que as ações sejam objetivas, simples e assertivas.
Esperar, entretanto, que todo este arcabouço intelectual seja oferecido só pelas universidades ou pelas empresas em forma de treinamento é utópico. Cabe ao profissional assumir que o desenvolvimento pessoal é uma responsabilidade em que ele precisa investir e se dedicar.
O tempo necessário ao estudo se tornou elástico. Não acaba com um curso de graduação, nem com um MBA.
É bem verdade que o profissional acima da média é, normalmente, um curioso ávido e busca informações constantes mesmo que em uma educação não formal via leituras e afins. Mas, a formação precisará ser continuada durante toda a vida ativa do profissional.
Quem parar ficará para trás.

*Paulo Queiroz, copresidente da DM9DDB