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Por Nelcina Tropardi, Presidente da ABA e Vice-Presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da HEINEKEN

Por Nelcina Tropardi, Presidente da ABA e Vice-Presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da HEINEKEN

Esta é uma crise que diferente muito diferente das anteriores. Não impacta uma região específica, setor da economia ou classe social. Praticamente todo o planeta está em condições de igualdade no que se refere aos desafios econômicos e sociais derivados desta pandemia.

Com a crise, vêm sensação de insegurança, seguida da desaceleração da atividade econômica.

As empresas foram obrigadas, de maneira abrupta, a rever contratos, renegociar entregas e prazos com clientes e fornecedores, gerenciar colaboradores em home office, realizar videocalls para manter suas principais atividades.

Obviamente o impacto na publicidade foi enorme. Segundo pesquisa realizada com 32 anunciantes associados à WFA, de 10 diferentes setores da indústria, devido aos efeitos da crise, 81% dos profissionais de marketing de grandes multinacionais estão adiando as campanhas planejadas, 34% iniciou atrasos curtos de um a dois meses, 28% estão adiando por um trimestre inteiro e 13% aguardarão seis meses antes de realizarem novas campanhas.

Por outro lado, e como uma ótima notícia, uma parcela importante dos anunciantes e associados ABA têm aproveitado seus espaços publicitários para alinhar sua comunicação com as dificuldades inerentes ao momento, seja comunicando ações de grande impacto social, ou posicionando as marcas com viés de pertinência e suporte, muito mais que comercial.

As empresas que mantiverem o vínculo com seus consumidores alinhando com eles valores, mais do que ofertas, colocando as pessoas em primeiro lugar de maneira legítima, terão maiores perspectivas de sair da crise fortalecidas e lembradas na jornada de compra.