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As mulheres da APP Brasil no Dia Internacional da Mulher

Reunimos as mulheres da APP Brasil para falar um pouco sobre representatividade, opiniões e carreira.
Conheça um pouco de cada uma que luta, junto com a entidade, nos interesse da classe.

Jeni Trindade é gerente Administrativa da APP e atua na entidade desde 1989.

“Iniciei minha trajetória na APP muito nova, ainda com 16 anos, como recepcionista. Na época, era a moça que fazia as ligações, naquele tempo tinha disso, né? Não existia nada dessas tecnologias que temos e recepcionista era um trabalho quase sempre dominado por mulheres.

Desde então, pude acompanhar cada passo da entidade e da classe. São quase 14 gestões que acompanho. Participando ativamente de todas as ações da APP.

Hoje acho que não podemos dizer que as coisas estão mais fáceis, mas podemos ver um pouco de progresso na conquista do espaço das mulheres. Claro que ainda há muito para conquistas, muito mesmo, é só ligar os noticiários e podemos ter a certeza que as coisas ainda terão longos caminhos, mas acredito que juntas podemos ir revertendo a situação.

Se eu pudesse mandar uma mensagem para todas as mulheres seria sejam fortes. Sejam monstras. Essa é a mensagem que tento passar para todas que estão próximas, precisamos resistir e prosseguir. Seja na comunicação, na publicidade, na carreira, na vida… Confie em você e nunca desista de seus sonhos.

 

Maria Teresa Arbulu é diretora do Quadro Social Acadêmico da APP, atuando desde 2003 nas causas da entidade.

“A rede mundial nos conecta e nos aproxima em torno de mesmos ideais, dando uma dimensão gigantesca para o Dia Internacional da Mulher. Em nossa profissão, a de Comunicadores, temos a responsabilidade social com as causas que precisam de voz. Neste cenário, a Publicidade e Propaganda dá foco às conquistas da Mulher e aos movimentos de ‘empoderamento’ que se multiplicam com protagonistas de todas as faixas etárias, classe social, raça e credo. Damos espaço às tendências de costumes, papéis, posturas e atitudes.

Não é muito diferente de hoje o clamor original do final do século 18, que consagrou o dia 8 de março como Dia Internacional da Mulher, reconhecido pela ONU em 1975.  Este é um movimento crescente, constante e contínuo porque ainda há muito a conquistar. Imaginem que as mulheres no Brasil começaram a votar na década de 30, não tem nem 100 anos! E quanto já fizemos, a exemplo de Maria da Penha e tantas outras Marias – em todas as esferas, no público e no privado.

Sinto que minha missão, assim como de tantas outras mulheres da geração que escolheu exercer a profissão, ser mãe, ter um relacionamento e se sentir feliz, é incentivar novas gerações a olhar o presente com entusiasmo pelas conquistas alcançadas, assim como irem em busca de um futuro com um estilo de vida mais leve e saudável, prioridade para os millennials. O espaço e respeito à Mulher, assim como outras questões que hoje ainda são conflitantes como o racismo e igualdade de gênero, estão pacificadas para a geração que nasceu depois da internet.

Aqui na APP, na Diretoria com ações direcionadas aos universitários, me sinto como uma facilitadora, levando aos estudantes de Comunicação juntamente com profissionais do mercado da indústria da Comunicação, um leque de experiências, as muitas possibilidades para atuar no segmento.  A tecnologia permite a inovação nos processos de produção, potencializa o espírito empreendedor, e para a Mulher este é um diferencial também muito atrativo.

É preciso estar sempre atento para que a Mulher ocupe seu espaço em todas as áreas. Um ótimo exemplo aconteceu nos preparativos do Fest’UP, que tem a curadoria de Ricardo Ramos Quirino e André Porto Alegre, diretores da APP. A grade de palestrantes foi composta com 50% de Mulheres – parece um detalhe, mas começa por aí também o respeito, o reconhecimento à contribuição das mulheres nesta indústria da Comunicação.

Um outro dado interessante em minha carreira que começou nos anos 80! Tenho ídolos, ícones, publicitários e homens de Comunicação e Marketing. que me inspiraram a trabalhar com entusiasmo e dedicação, a valorizar o que de fato é importante, a reconhecer valores e colocá-los em prática no dia a dia.  Hoje, posso destacar ao menos três mulheres da nova geração que já são inspiradoras e ainda estão muito longe dos 50! Marina Daineze, diretora de Comunicação da Vivo, Tatiana Oliva, sócia fundadora da Cross Networking e Maria Fernanda Albuquerque, diretora de Marketing da Skol. Que seja só o começo para elas e para muitas outras!”

 

Célia Fiasco é diretora Institucional e CNAMEC da APP

“Nunca gostei do Dia Internacional da Mulher, como não gosto e nunca gostei do Dia do Índio, do Negro e de qualquer minoria. Enquanto o Calendário apontar que há parcelas da população inferiores, significa, para mim, que temos muito que crescer como seres humanos e espiritualmente.

Tive muita sorte profissionalmente, porque não me lembro, em todos esses anos e em várias empresas, ter sofrido qualquer tipo de discriminação. Sempre fui muito valorizada. Mas é raro, tenho consciência da luta árdua e incessante da mulher para conquistar seu espaço na sociedade.

O que posso dizer nesse dia é que ao invés de darem Abraços e entregarem Flores e Chocolates às Mulheres, entreguem à Elas uma sociedade mais justa com igualdade de direitos, aliás não só às Mulheres, mas a todos que hoje, infelizmente merecem comemoração no Calendário.

Vamos continuar a luta pela Sociedade mais justa.”

 

Renata Alcalde é diretora do Setor estudantil da APP Brasil.

“Conheci de forma mais efetiva parte do trabalho da APP com o Fest’UP. Lecionava em Marília e desde então me engajava com as propostas da entidade. O que mais me motiva nesta parceria é a certeza de que pessoas sérias unem suas expertises em favor da propaganda brasileira.

Atualmente existem muitas desigualdades oriundas da sociedade Brasileira, e uma delas, é, sem dúvida, o espaço da mulher no mercado de trabalho. Prefiro pensar que, diariamente devemos impor respeito e mostrar nossa igual competência junto aos nossos pares. Hoje em dia nossas vozes são melhor ouvidas, as posições de trabalho são redesenhadas e a competência e talento já são referenciados. É uma pena termos precisado fazer tanto barulho para que os espaços e o respeito viessem à tona. O que eu espero é que a meritocracia seja o crivo das colocações corporativas e que, o que chamamos de luta seja revisto como ‘direito’.

A grande Indústria da Comunicação precisa de profissionais que não resistam aos movimentos do mercado, que acompanhem as tendências e participem delas de forma inovadora e transformadora, que some conhecimentos e que atue com uma visão de presente e de futuro. Além das características acima mencionadas, sugiro que os novos colegas de trabalho tracem seus objetivos pessoais e profissionais de forma ética. Afinal, o universo devolve o que entregamos para ele. Sou apaixonada pela publicidade e espero que sejam tão realizados como eu sou. No dia da mulher meus parabéns vão para os homens que realmente sabem reconhecer nossa jornada de trabalho dentro e fora de casa.”