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Entrevista com Ana Maria Nubié, Chief Strategy Officer da Moma Propaganda

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Ana Nubié é formada e pós-graduada em administração de empresas pela FGV/SP. É pioneira da indústria de marketing digital no Brasil, onde atua há 22 anos. Foi sócia fundadora da Agência Click Isobar e responsável pela Vice-Presidência de Atendimento e Novos Negócios. Participou de projetos on-line pioneiros, como o desenvolvimento do primeiro projeto comercial de web site e da primeira campanha de mídia digital, realizados no país. Foi a principal negociadora do projeto que trouxe o Google Street View para o Brasil. Ana é a Chief Strategy Officer da Moma Propaganda e participa de conselhos consultivos de empresas. Também faz parte do Comitê de Igualdade do IAB Brasil e do Grupo Mulheres do Brasil. Em abril de 2015, Ana foi eleita pela Abramark (Academia Brasileira de Marketing) para integrar o Hall da Fama do Marketing Nacional, iniciativa que reconhece profissionais e empresários por sua contribuição decisiva para a construção e o fortalecimento do marketing brasileiro.

ENTREVISTA

 1 – Você se formou em direito pela USP e no ano seguinte iniciou seus estudos na área de administração, finanças e marketing. Essa segunda formação era algo que você almejava desde o tempo da escola ou foi algo que você descobriu dentro da universidade?

Na verdade, sou formada em Administração de Empresas pela FGV SP e, simultaneamente, também estudei dois anos de direito na USP. Sempre quis ser uma executiva desde muito jovem e minha primeira opção sempre foi a FGV. Entrei na USP em direito pois considerava uma carreira alternativa, caso eu não gostasse ou não visse futuro na administração. Como isso não aconteceu não dei continuidade à carreira no direito.

2 – Após concluir sua segunda faculdade você iniciou uma pós-graduação. Foram longos anos em sala. Você diria que é uma pessoa que adora o ambiente de sala de aula?

Eu fiz minha pós-graduação, também em administração na FGV, dois anos após minha graduação. O motivo original para iniciar a minha pós-graduação foi porque eu queria mudar de emprego e achava que voltar à universidade reativaria minha network e me daria novas oportunidades. Isso efetivamente aconteceu e consegui um novo emprego.

 3 – Toda carreira tem um início, gostaria de saber como foi o seu primeiro emprego / estágio na área de comunicação?

Comecei a me envolver com publicidade em 1991 na Casa do Pão de Queijo na área de Marketing. Essa foi a oportunidade que consegui na pós-graduação da FGV. Nessa época me tornei gerente de Franchising. Mas meu primeiro estágio foi num banco europeu, ainda na faculdade, em 1988. Eu trabalhava na área financeira do departamento de Leasing.

4 – Você foi uma das fundadoras da indústria de marketing digital no Brasil. Mas gostaria de saber, como se iniciou sua relação com o marketing digital?

Em 1991 fui trabalhar em uma empresa chamada Midialog, pertencente a um grupo de agências de propaganda chamado Propeg. Essa empresa era uma das primeiras empresas de multimídia do Brasil e cheguei a ela através da indicação do meu nome, feita por uma antiga colega de trabalho, ao presidente e sócio da empresa. Nessa empresa fui contratada como diretora de atendimento e depois de cinco anos me tornei sócia. Essa empresa passou a se chamar, em 2000, AgênciaClick.

 

5 – E sobre o seu curso de Digital Entrepreneurship na Hyper Island, como foi estudar em uma das mais renomadas instituições de mídias digitais do mundo?

Conheci o curso por indicação de amigos e através do Meio e Mensagem. O curso que fiz foi a Master Class Brasil no ano passado. Hoje pertenço ao Advisory Board do Hyper Island Brasil.

6 – Como surgiu a oportunidade de escrever no site Meio e Mensagem?

Fui convidada para ser colunista pelos editores do jornal, por conta da minha experiência no mercado publicitário, particularmente em relação ao universo digital.

7 – No site Meio e Mensagem você tem uma coluna na seção Ponto de Vista. Nos seus textos, muito se fala sobre a falta de conhecimento das empresas brasileiras no meio digital. O que você acha que precisa mudar para que essas empresa saibam explorar mais esse meio?

O universo digital é complexo. Envolve a integração de conhecimentos de comunicação, tecnologia, ciência sociais e matemáticas. Os executivos devem ter consciência de que o estudo e o aprendizado são necessidades constantes e não dá para parar de aprender nem achar que já sabe tudo ou que conhece todas as fontes.
É preciso estudar, se interessar e estar sempre aberto a novos interlocutores.

8 – O que te inspira na realização dos seus projetos?

Meu propósito é contribuir para o desenvolvimento de negócios no universo da comunicação de forma criativa, inovadora e ética. Esse desafio me motiva.

9 – O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo. Na sua opinião, quais especializações alguém que está iniciando no meio publicitário precisa adquirir?

Não existem especializações. Sinceramente acho que esse é um conceito ultrapassado.
Acho que os estudantes devem observar o mundo dos negócios e como ele opera e dentro disso como desejam participar do jogo.
A partir daí devem buscar o que estudar, sempre se lembrando que esse estudo se estenderá por toda a sua vida. A evolução é contínua.
Se a alguém aborrece a ideia de estudar um assunto pelo resto da sua vida, essa pessoa deve escolher uma profissão que não envolva aquele tema.

 

Entrevista originalmente publicada em:
http://comunicacaoalemdaconta.blogspot.com.br/2015/06/vc4-entrevista-ana-maria-nubie.html